| Míopes : vítimas naturais do descolamento de retina
Brasília 22/9/06 - Uma bengala e um cão-guia não são as únicas saídas para pessoas que têm visão subnormal. Recursos desenvolvidos pela indústria e adequados a cada caso, conforme avaliação médica, já são facilmente acessíveis à população e permitem ao portador de baixa qualidade de visão ganhos em qualidade de vida e fundamentalmente, independência.
A visão subnormal é diagnosticada quando não tem condições de ser corrigida ou melhorada com tratamento cirúrgico ou utilização de óculos comuns.
O ideal de visão de uma pessoa é, de acordo com os relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ângulo de 20/20. Com esse padrão, estudos mostram que a realidade torna-se acessível à população. Com um nível de acuidade visual de ângulo 20/60 ou ainda mais acentuado, a pessoa possui deficiência, mas ainda detém um resíduo de visão.
Resíduo - “Otimizar esse resíduo visual, tanto no adulto quanto na criança é a função dos recursos existentes atualmente para que o paciente possa assistir televisão, ler, estudar, embarcar no ônibus certo, preencher um cheque para realizar uma compra e, com isso, elevar muito seu ganho de vida”, relaciona a oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Dorotéia Matsuura.
Recursos - Entre os recursos existentes para aproveitar a visão restante de forma a lhe dar uma aplicação funcional foram desenvolvidos aparelhos como as tele-lupas, a lupas, os amplificadores de imagem e os óculos binoculares. (imagem anexa)
A tele-lupa é um dispositivo óptico usado para melhorar a visão em ambientes quando a ação acontece à distância, como o caso de uma peça teatral, um filme no cinema ou na televisão.
A lupa é aplicada sobre os objetos, especialmente para a leitura. O aparelho de amplificação de imagem é ideal para permitir que o paciente de visão subnormal consiga ser um usuário de computador, capacitado para ler textos no monitor.
Conforme Dorotéia, o novo instrumento que tem se mostrado capaz de proporcionar maior conforto ao portador de visão subnormal atualmente é o óculos binocular onde tele-lupas são adaptadas à armação.
Mesmo com a utilização desses recursos, algumas ações a pessoa ainda continuará sem fazer como dirigir carros, pois não é permitido no Brasil. A médica conta, porém, que em 30 estados norte-americanos a legislação já assegura ao paciente de visão subnormal, desde que tratada pelos equipamentos, “aptidão para voltar a dirigir”.
Origem - A visão subnormal pode originar-se, por exemplo, em uma degeneração macular senil; em uma retinopatia diabética; em um glaucoma; em uma toxoplasmose; uma catarata congênita; uma retinose pigmentar, adquiridos ou de fundo genético.
Especializada no tratamento desta patologia, a médica do HOB, diz que a visão subnormal sempre existiu e tem várias causas, mas vem aparecendo com maior freqüência atualmente em conseqüência do ganho de anos de vida e envelhecimento da população. “Então aparecem os problemas originados por conseqüência de outras doenças, são os casos adquiridos”, explica.
Observar - Quando é uma criança quem tem visão subnormal os pais podem identificar e procurar tratamento, pois entre outras evidências o portador desenvolve maneirismos, manias, espécie de tiques como bater com a mão na cabeça e esfregar os olhos, alerta a oftalmologista.
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