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Quarentões têm aliados para enxergar melhor

Brasília, 25/09/08 - Os textos precisam ficar mais distantes e a iluminação mais intensa. Com esta sensação, e dores de cabeça freqüentes, a grande maioria das pessoas percebe que chegou aos 40 anos de idade e está na hora de fazer uma visita ao oftalmologista para eliminar as dificuldades de visão decorrentes da presbiopia, popularmente chamada de vista cansada. De acordo com o IBGE, mais de 10 milhões de brasileiros estão na faixa etária entre 40 e 44 anos de idade.

A oftalomologia evoluiu e a variedade de soluções para corrigir a presbiopia é extensa e eficaz. Desde as tradicionais lentes bifocais nos óculos, que possibilitam ajuste de visão para longe e perto, bem como as alternativas para descartar o uso de óculos com as cirurgias corretivas a laser personalizadas e até uma solução feita por sistema de radiofreqüência, chamada báscula, a qual deixa um olho com foco ideal para visualizar de longe e o outro ajustado para perto, podem mostrar uma nova realidade aos quarentões.

Processo - A partir dos 40 anos, o cristalino – a lente natural do olho por onde passam os raios de luz que formarão as imagens – perde elasticidade e o processo de auto-acomodação visual para focar objetos de perto e de longe começa a apresentar dificuldades para acontecer. Primeiro, fica mais difícil enxergar longe, depois fica muito complicado atender as exigências de ver bem de perto, o que é percebido inicialmente na hora de ir a um restaurante e ter que decidir, pelo menu, o prato desejado, ou, no supermercado, quando é preciso ler mais atentamente as embalagens dos produtos antes de fazer a escolha sobre o que levar.

Antes dos 40, quando já haviam se manifestado dificuldades para ver de longe, no caso, a miopia, ou de perto, com a hipermetropia, ou ainda o astigmatismo, que faz a imagem ser focada mais de uma vez na retina e embaralha a visão, certamente este paciente detinha a informação de que possuía um desvio refrativo. Agora, a situação é outra e os óculos, as lentes de contato ou a cirurgia precisam de novos aliados, pois o organismo se alterou.

De acordo com o diretor do departamento de cirurgia refrativa do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Canrobert Oliveira, a oftalmologia é uma das áreas da medicina que tem evoluído com maior velocidade e apresentado relevantes melhoras na qualidade de vida das pessoas.

Acessível - Para quem chega aos 40 anos e começa a perceber que algo mudou na maneira de ver o mundo, há meios complexos sob o ponto de vista do conhecimento tecnológico e prático, que envolvem o desenvolvimento da indústria e a capacidade médica, mas estão cada vez mais acessíveis para solucionar os problemas, explica Canrobert.

Cirurgia Personalizada - A alternativa mais avançada atualmente, diz o médico, está nas cirurgias personalizadas. Um exame realizado a partir do método de “frente de onda” (wavefront) leva o oftalmologista a identificar as irregularidades ou aberrações particulares de cada córnea, portanto características personalísticas de cada paciente. Este resultado é levado por meio de um pen-drive para o equipamento que será utilizado pelo médico para realizar a cirurgia a laser. Assim, em apenas um procedimento de correção refrativa, são eliminadas as aberrações de cada córnea além dos graus. Por esta razão, o paciente, além de ganhar quantidade, também é beneficiado com mais qualidade de visão.

Radiofreqüência - A báscula como método de ajuste da visão que permite enxergar objetos e letras nas leituras para perto e longe, já comprovada por meio de cirurgias de Lasik e PRK, deixa um olho com foco regulado para permitir visão longe e o outro para perto, o que é perfeitamente assimilado pelo cérebro. Este recurso é largamente utilizado com as lentes de contato desde a década de 60. Há quem resolva o problema fazendo uso de uma só lente, ou cirurgia de apenas um olho, é o caso dos míopes de graus baixos que quando passam dos 40 anos sentem dificuldade para perto com a correção da miopia, para longe. A novidade nessa área chama-se radiofreqüência. Segundo Canrobert, se trata de um procedimento realizado em poucos centros oftalmológicos do Brasil e consiste em aplicar energia por meio de radiofrequência sobre a superfície da córnea de um dos olhos, tornando-a mais curva e diminuindo a necessidade do esforço visual para focar os objetos de perto. “No dia seguinte a pessoa já está apta a realizar as atividades que demandam a visão de perto”, comenta.

Informações:
Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB)
Tel.: (61) 3442-4000

 
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